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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Oasis - Dig Out Your Soul

Deve ser foda a cobrança depois de lançar não só um, mas dois dos álbuns mais celebrados de uma geração. Mesmo sendo os "temidos" irmãos Gallagher.

 Pois Liam e Noel podem dormir sossegados, pois “Dig Out Your Soul”, o mais recente lançamento do Oasis prova que a dupla ainda tem bala na agulha. 

Depois dos irregulares “Standing On The Shoulders of Giants” (2000) e “Heathen Chemistry”(2002) os irmãos ingleses surpreenderam a todos com o lançamento de “Don’t Believe The Truth” (2005), álbum que mostrou a já não tão nova formação da banda muito bem entrosada e com uma sonoridade que em nenhum momento lembrava a parede sonora pela qual a banda ficou conhecida. Talvez esse fato seja a conseqüência da liberdade de composição dada a Noel para os demais integrantes da banda, que seja.

 Apesar de insensado pela crítica, “Don’t Belive The Truth” não tinha a “pegada” dos dois primeiros álbuns da banda. Mais uma vez o fantasma da cobrança cobria os sonos de Noel, Liam e CIA.

 E não é que “Dig Out Your Soul” dissipou esse fantasma??. Veja bem, dissipou, pois nunca um disco do Oasis superará “Definitely Maybe” (1994) ou “(What’s The Story) Morning Glory?” (1995). Os tempos eram outros e os álbuns, a atitude da banda, tudo “casava” de forma a construir essa fama, essa história..... 

Mas voltando a “Dig Out.....” O álbum é excelente. A banda mostra-se madura, segura de si. As composições são ótimas, começa muito bem com “Bag It Up” e não perde o pique em momento algum. Você nota que um disco é bom quando ele acaba e você fica com gostinho de quero mais, tira os fones e o som da banda ainda fica na sua cabeça, grudada (escute o riff matador de "The Nature Of Reality" para ter essa sensação). Poucas bandas conseguem esse efeito e o Oasis é uma dessas.

 Noel continua com a maioria das composições, mas como demonstrou explicitamente em “Don’t Believe....” já não tem mais a mão de ferro deixando Liam, Gem e Andy mostrarem que também conseguem extrair boas melodias e letras como em “I’m Outta Time”, "Ain't Got Nothin'" e "Soldier On"   de autoria de Liam, "To Be Where There's Life"  de autoria de Gem e "The Nature of Reality"  de Andy Bell.

 Não há muito mais o que dizer, agora só o tempo dirá se realmente “Dig Out Your Soul” representou ou não a volta a boa forma dos irmãos de Manchester já não tão revoltados, mas ainda assim os mais mal vistos da história do rock n’ roll atual. O que importa é que continuam fazendo barulho, e dos bons!!!

Rory Gallagher

Nunca diga que sabe de tudo, porque ninguém sabe, de nada....

Conheci esse excelente guitarrista, vocalista e compositor quando achava que já tinha ouvido de tudo. Até que um belo dia um cara começou a trabalhar na empresa na qual trabalho, no mesmo setor, na mesma função. Claro que o assunto seria rock n’ roll!. Me perguntou se eu conhecia um cara chamado Rory Gallagher, é Sandrão valeu pela dica.....

Não vou tecer comentários a respeito da vida e obra desse excelente guitarrista, pois na net encontra-se muita coisa sobre o cara (links no fim do post). Deixo aqui apenas o que sinto quando ouço algo que tem o dedo desse guitar hero. 

Honestidade, simplicidade, energia. Esses são alguns adjetivos que podem descrever um pouco a forma como as composições desse irlandês típico pegam os seus ouvintes, é difícil não assobiar, não mexer o corpo ou simplesmente não sair cantando as músicas compostas por Rory.

 Morto em 1995 devido a uma infecção hospitalar, Rory Gallagher é o exemplo do trabalhador do rock, uma pessoa fiel as suas origens que mesmo assim conseguiu deixar a sua marca na música popular mundial. 

Mais informações: 

http://lagrimapsicodelica.blogspot.com/2007/12/rory-gallagher-discografia.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rory_Gallagher 

http://www.fender.com/customshop/instruments/search.php?partno=0150080800

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Warren Haynes




Warren Haynes, nascido em 06 de Abril de 1960, esta hoje de acordo com a revista Guitar Player no 23 lugar entre os melhores guitarristas de todos os tempos. Dono de uma técnica fantástica aliada a muito feeling, Warren transcende estilos e deixa a sua marca por todos os projetos em que passa.

Logo aos 20 anos de idade juntou-se à banda de David Allan Coe e, por anos, plantou suas sementes mundo afora ganhado a simpatia e respeito de diversos artistas de peso. Um desses artistas, Dickey Bets, encontrou Haynes em excursão com Coe e esse encontro mudaria a vida de ambos mais tarde.

Após anos de acompanhamento, Warren sai da banda de David Alan e monta duas bandas, uma em sequência da outra, Rich Hippies e The Nighthawks. Em paralelo faz diverso trabalhos em estúdio sendo o mais premiado comercialmente a co-autoria do hit "Two of A Kind, Workin' on a Full House"do álbum No Fences, de Garth Brooks que ficou no número 1 das paradas de single por vinte semanas.

Em 1987 é convidado a fazer backing vocal no álbum solo de Dickey Bets (The Allman Brothers Band), porém quando Bets reconhece Warren o convida para tocar guitarra na sua banda. Em 1988 Bets lança o álbum "Pattern Disruptive".

O ano de 1989 é lembrado pela volta do The Allman Brothers Band e, devido ao ótimo trabalho feito com Dickey Bets, Warren Haynes é convidado a integrar a lendária banda como membro fixo.

Desde então a rotina de Warren Haynes tem sido a gravação e excursão com o TABB e também a dedicação (desde 1994) ao Gov’t Mule, sua mais bem sucedida banda.

Famoso no meio artístico tanto pela sua ótima técnica (na guitarra, no violão e slide) e também pela sua inesgotável energia Haynes emenda um projeto ao outro, como o seu show beneficente de natal que agora serão em duas noites e a sua carreira solo (ouçam Live at Bonnarro depois comentem....).

Tido por muitos como o artista mais trabalhador do rock, Warren Haynes nos coloca no prato porções do mais clássico e saboroso rock.

Mais informações visitem:

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Gov't Mule

O que era para ser uma banda somente para preencher o vazio da agenda de um grupo de excelentes músicos profissionais tornou-se uma dos maiores grupos de Southern Rock dos EUA.
Em 1994 Warren Haynes, então guitarrista da Allman Brothers Band e Allen Woody, baixista da mesma banda uniram-se a Matt Abts baterista conceituado por ter tocado com Dickey Betts, Chuck Leavell, Mick Taylor, entre outros e juntos formaram o Gov`t Mule.

Como dito anteriormente a banda era apenas um projeto paralelo para que seus integrantes pudessem extravasar e fazer o que mais gostavam, improvisos. Rock, Fusion, Funk, Blues, é possível identificar todas essas influências no som dos caras sem que nenhum ritmo roube o espaço do outro. Tudo caminha na mais pacífica organização, graças principalmente ao “feeling” dos integrantes.
Naturalmente tinha que sair um registro em estúdio da banda que tinha os shows cada vez mais concorridos. O primeiro disco, homônimo, saiu em 1995 e mostrava a banda quase exatamente como nas apresentações, seca, direta, com letras inspiradas e covers irreconhecíveis (vide “Mother Earth”). Depois disso a banda lança o primeiro registro ao vivo (muito justo visto a fama dos caras no palco). “Live at the Roseland Ballroom “é lançado em 1996 e tem seis faixas (na versão de 2007 tem 7 – com o cover de “Voodoo Chile”-). Destaque para a fantástica “Kind of Bird”.

Em 1998 lançam o que para mim é o melhor álbum da banda. “Dose” começa com “Blind Man In the Dark” e um riff de guitarra que é ao mesmo tempo simples, pesado, melódico e magistral.... O baixo de Allen bate como um martelo as passagens deixadas pela guitarra e a bateria de Abts completa o ataque sonoro que vem como uma chuva de balas nos nossos ouvidos. A partir de “Thorazine Shuffle” as improvisações começam e a influência do Fusion se mostra muito aparente no som da banda. E após a homenagem a Thelonius Monk e Jeff Beck na deliciosa “Thelonius Beck”, o desfile de riffs de guitarra e baixo em “Game Face”, é hora de se deliciar com a guitarra de Warren chorando (difícil não chorar junto) em “Towering Fool”. Nessa música percebe-se a habilidade de Haynes tanto na hora de compor como na hora de interpretar suas canções. Warren Haynes, um músico completo. Outros destaques do disco são o cover dos Beatles “She Said, She Said” e a pesada” Larger Than Life”.

1999 é o ano de mais um lançamento ao vivo. “Live... Whit A little Help From Our Friends” tem a participação de Marc Ford, Chuch Leavell, Bernie Worell, Derek Trucks, entre outros e fazem uma apresentação que dura mais de 4 horas!!!. Inicialmente lançam um CD duplo dessa apresentação mas logo em seguida soltam um Box com o show na íntegra (4cds).

O ano 2000 tem um gosto amargo na lembrança do Gov`t Mule. Nesse ano lançam o terceiro disco de estúdio, "Life Before Insanity" e tragicamente encontram o baixista Allen Woody morto em um quarto de hotel em Nova Iorque. As causas da morte não são divulgadas e a banda, que já tinha muito material pronto para o quarto disco, chama diversos baixistas e lança em 2001 "The Deep End - Volume 1" praticamente um tributo ao amigo falecido. Nesse disco é possível encontrar nomes de peso das quatro cordas como Jack Bruce, Flea, Mike Watt, Roger Glover, John Entwistle e Bootsy Collins. Em 2002 vem a sequência “The Deep End – Volume 2” mais uma vez com convidados mais do que especiais como Jason Newsted, Les Claypool, Meshell Ndgeocello. Nesse disco está uma das canções mais lindas que eu já escutei, interpretada de forma esplendorosa pela banda, “Hammer And Nails”.

O diretor Mike Gordon, em 2003, registrou esse encontro de mestres no DVD “Rising Low”. No mesmo ano é lançada a versão ao vivo dos dois discos, o CD/DVD “The Deepest End” é o registro de mais de cinco horas de show aonde se revezaram no baixo diversos dos artistas listados nos dois discos.

A partir de 2004 a vaga de baixista fica fixa com a chegada de Andy Hess e a banda começa a contar com um tecladista, Danny Louis. No mesmo ano a banda lança “Dejà Voodoo”, com destaque para a sequência dançante de “Slackjack Jezebel” e “Lola Leave Your Light On”.

Em 2006 é lançado o que para mim é o álbum mais comercial da banda. High & Mighty tem da primeira a última música qualidades para ser tocado em qualquer rádio de qualquer país do globo. Talvez por isso tenha sido criticado por fãs de longa data que disseram esse ser um disco preguiçoso. Para mim não, é um disco excelente e sinceramente chamar uma banda que já tem mais de 1300 shows na carreira de preguiçosa é uma puta falta de consideração. Como amostra da força desse disco cito a porrada “Brand New Angel” e a linda “Nothing Again”.


Na sequência de “High & Mighty” a banda lança a versão dub do disco. Isso mesmo, dub!!. Essa até eu fiquei desconfiado, e a banda ganhou mais respeito ainda da minha parte após a audição do disco. “Mighty High” é fantástico!!. A guitarra de Warren permeando as músicas com o baixo no último volume desconstruindo faixas para construir outras novas e cativantes. É impossível ficar parado ao ouvir esse disco. Ótimo resultado confirmando o talento musical de todos da banda.

A atual formação do Gov`t Mule conta com Warren Haynes na guitarra e vocal, Matt Abts na bateria mais o tecladista Danny Louis. A novidade fica por conta do novo baixista Jorgen Carlsson, substituto de Andy Hess que saiu da banda a procura de novas oportunidades.

Esse ano de 2008 terminará com a banda fazendo uma série de shows na cidade de Nova Iorque. Nos dias 27 e 28 de Dezembro tocarão um set acústico no Angel Orensanz Center e nos dias 30 e 31 tocarão, agora eletrificados, no Hammerstein Ballroom.
2008 também marcou o lançamento de outro DVD da banda intitulado “A Tale of Two Cities” ainda com Andy Hess no baixo.

Pois é, o que era para ser uma descontração entre amigos se tornou numa banda com 11 discos (entre ao vivo e estúdio), três DVDs e muita contribuição para o rock, blues, enfim, para a música mundial.
Detalhe. Em 1996 o gov`t Mule esteve no Brasil para shows no Rio de Janeiro, São Paulo e porto Alegre. Nessa ocasião a banda viajou para participar do saudoso Nescafé Blues Festival.

sábado, 8 de novembro de 2008

Dica - High On Fire

Ainda não ouvi nenhum álbum inteiro dessa banda, mas pelas músicas que ouvi no My Space, vídeos que assisti no Youtube e da guitarra de 9 cordas! do Matt Pike....... PORRADA!

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Heavy Metal - Mais vivo do que nunca

Não é de hoje que ouvimos que o Metal morreu, fugiu das origens e tal. Tudo besteira!
É só ouvir duas bandas que colocarei nas linhas abaixo para perceber que o bom e velho Heavy Metal está bem vivo e respirando sem a ajuda de “aparelhos” que não sejam: boa dupla de guitarras, baixo e bateria sincronizados e um vocalista que assuma a sua função.

Trivium

Banda de Orlando, Flórida, formada em 2000 que leva o Heavy Metal à base das suas origens, com solos marcantes, vocal agressivo (impossível não comparar com James Hetfield do Metallica) e letras bem sacadas (fugindo um pouco da máxima “letras ligadas a aventuras da idade média e ligações com o lado negro religioso”) tocando em temas sócio econômicos e culturais atuais.
O auge da banda aconteceu com “The Crusade”, álbum lançado em 2006 que foi sucesso de crítica e público, levando a banda a dividir palco com Korn e especialmente Metallica, banda que é referencia e cultuada pelos rapazes.
Atualmente A banda lançou seu quarto álbum de estúdio “Shogun” que honestamente ainda não ouvi, mas que já está dando o que falar (resenha do mesmo logo, logo).

Black Tide

Dando o que falar está essa banda, formada em 2004 em Miami, Flórida (será um novo celeiro?) que tem na sua formação três dos quatro integrantes latinos.
Com influências claras de todas as fases do metal e hard rock dos anos 80 o Black Tide prima pela presença radiofônica das suas músicas e também pela primazia técnica dos seus integrantes. É a grande promessa americana para o Heavy Metal.
O seu álbum de estréia “Light From Above” conta com um ótimo single “Shockwave”. A banda promete muito já que tem um ótimo contrato com a “Interscope Records” e atuamente dividiu palco do Ozzfest com grandes nomes do metal atual.

Coloquei aqui esse breve resumo de duas das minhas atuais “favoritas” pois ficou puto quando ouço que o metal ta caindo, que é coisa de retardado e tal. Sinceramente adoro Heavy Metal e sei que dentro do estilo tem bandas chatas e ruins, mas nunca direi que está morto. Essas duas bandas mostram que existe vida inteligente dentro do universo do Metal.

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