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sábado, 28 de fevereiro de 2009

O desespero de Axl

"Pessoalmente, eu o considero um câncer que é melhor ser removido, evitado, e quanto menos se ouve falar dele, melhor".

Foi assim que Axl Rose referiu-se à Slash, seu ex colega de banda e co-responsável pelos inúmeros milhões de dólares ganhos ao longo de carreira por Axl e CIA.
Mas por que tanto remorso?

Que o vocalista do Guns é um cara instável todo mundo já sabe, que Slash não é santo idem, mas passados tantos anos do rompimento da banda ainda existe ressentimentos?

Fiquei aqui matutando e a única resposta que encontrei para essa declaração de Mr. Rose foi desespero.

Depois de mais de uma década e meia de espera, “Chinese Democracy não vendeu o esperado, não correspondeu as expectativas, a banda não tem uma turnê regular planejada, não tem single na rádio. Ninguém mais se lembra de “Chinese Democarcy” e nem do Guns N`Roses.

Nesse meio tempo, depois da saída do Guns, Slash envolveu-se com um pouco de tudo. Foi Sideman de luxo em gravações de artistas diversos, montou o “Slash Snakepit”, juntou os trapos com Duff e Matt e em parceria com Scott Weiland e Dave Kushner montaram o bem sucedido “Velvet Revolver” que conseguiu a façanha de sobrepor-se (ao menos por um tempo) nas paradas dominadas por rappers e boys/ girls bands chamando a atenção da molecada que hoje em dia tá mais apegada a Emo bands. E o mais incrível, virou personagem de vídeo game! Com o game Guitar Hero III o guitarrista extrapolou as expectativas e forjou, definitivamente, sua figura no hall do rock n`roll.

No mesmo período Axl ficou trancafiado em sua mansão, gastando milhões com seu ego e loucura para nos entregar, como já dito, um álbum não ruim, mas muito abaixo do nível encontrado nos antigos clássicos da banda.

Por tudo isso a única resposta que encontrei para os ataques não só ao Slash, mas a outros membros da banda foi desespero. Desespero por não ser mais o ícone, o cara que dita a moda, que apesar do ego inflado ao subir ao palco ou tocar na rádio mexia com fãs e não fãs.

Tenho medo, por ser fã do Guns e por conseqüência de Axl, acredito que esse estado se prolongue e estrangule o pouco de dignidade e talento que ainda sobra ao dono do que já foi “a banda mais perigosa do mundo”.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

LAB ao cubo, ia bem...

Peguei uma sequência na MTV que a tempos não conseguia.
Foi no LAB ao cubo, três na sequência de Nirvana, Supergrass, Screaming Trees e Donovan Frankenreiter.
Depois disso ainda vieram Red Hot Chillli Pepper, Hole e Kaiser Chiefs.
E na sequência, Fresno....
Aí eu fui assistir Globo Esporte.

Ah, a net continua uma b****

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Luto, morre Lux Interior, do The Cramps

Luto

Morreu na madrugada de anteontem, na Callifórnia, vítima de complicações por problemas cardíacos Lux Interior, vocalista e líder da banda The Cramps.

Lux, que na verdade chamava-se Erick Lee Purkhiser, tinha 60 anos e formava desde 1973 com sua esposa Kristy Wallace, mais conhecida como Poison Ivy, a banda punk que praticamente introduziu o Psycobilly para as massas.

O The Cramps se destacava pelo visual cheio de adereços de couro e pelo teor malicioso de suas letras e apresentações.

Faziam o que hoje é considerado como trash, mas com muita competência e determinação.

Lux, Rest In Peace

Veja uma amostra do grupo no link abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=nBo4wZmH0UQ

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Rádios rock de São Paulo

Hoje estava assistindo à MTV e vi um clipe do Sepultura, Refuse/ Resist. Em determinada cena o Max Cavalera aparece com uma camiseta da 97FM. Se um garoto visse esse clipe hoje pensaria “-Mas que treco é esse, Sepultura com camiseta da 97FM?”

Pois é, a rádio 97 (FM 97,7) nem sempre foi o “Poperô” que é hoje. Nos anos 80 e começo dos 90 a rádio era referência para jovens que queriam ouvir um rock n’ roll de qualidade e sem firulas. Lá tocava-se de tudo. Rock inglês, Heavy, Classic, Garage, tudo o que você pensar.

Mais no começo do dial a 89FM começava a se destacar, comer uma parcela dos ouvintes da 97FM. A 89,1 (a rádio rock! – esse era o tag da rádio) teve um crescimento vertiginoso superando a rival em número de ouvintes e popularizando, ou ajudando a popularizar o rock no mesmo período 80/ 90.

A Brasil 2000FM ficava (ou melhor, fica) no final do dial com a freqüência de 107,3FM. Muito mais voltada para o underground a rádio teve seu período de glória na metade dos anos 90 nas mãos de Tatola e Roberto Maia que souberam “ouvir” a tendência da época e colocar com muita competência e irreverência programas que tinham a integração dos ouvintes como ponto alto. Hoje a rádio ainda existe, graças a Deus, mas sem a força daqueles anos.

A mais nova das rádios rock é a KissFm. No dial ela fica em 102,1 e é conhecida como a classic radio, que coloca em sua grade de programação rocks clássicos de todas as épocas do bom e velho rock n’ roll. Se bem que de vez em quando ouve-se um rockinho meia boca feito atualmente.

A 89 e a 97 morreram, fruto da incompetência de donos ou do próprio mercado, que engole pequenas audiências em frente a grande massa popular.

Sobrou a Kiss e a Brasil 2000, sabe-se lá até quando.

Um fator importante de destacar é a força da Internet nisso tudo. Apesar de ainda ser difícil de ouvir, devido a precariedade de nossas conexões telefônicas, existem diversas rádios que transmitem sua programação somente pela Net. É só fazer uma pequena busca pelo Google que logo acha-se rádios brasileiras e gringas transmitindo rock de todos os estilos.

Quando quero ouvir algo, uso a LastFM ou o wolfgangs vault. São muito bons, recomendo.

Seja pelo método tradicional ou pelos mais tecnológicos o importante é não deixar-mos de ouvir o clássico, e também as novidades do rock. Chega de funk carioca!

http://www.wolfgangsvault.com/

http://www.lastfm.com.br/

http://www.kissfm.com.br/

http://www.brasil2000.com.br/

Shows para 2009, valem a pena?

O que Deep Puple, Iron Maiden, Kiss, Motorhead e The Doors tem em comum?? Além da idade avançada todas tocarão em São Paulo nesse ano de 2009.

Tá, e daí?

Daí que, vale a pena? Ainda é relevante a presença de algumas dessas bandas em solo brasileiro?

Na minha opinião, sim e não.

Digo sim a duas delas, Iron e Motorhead. Apesar de não fabricar mais clássicos como antigamente o Maiden continua ativo, lançando discos legais (e legal aqui é um puta elogio) e com gás para enfrentar multidões de jovens e velhos fãs.

Já o Motorhead é totalmente apoiado na figura lendária de Lemmy Kilmister, seu baixista vocalista com voz e aparência de Ogro saído de uma fábula medieval. Só isso já vale o ingresso.

Deep Purple, Kiss e The Doors não levam o meu ingresso por nada.

O Purple não lança nada, simplesmente nada digno de nota desde Perpendicular (1996) e nesses últimos anos ainda perdeu o lendário Jon Lord. Cara, sem Ritchie e Jon não dá. E não preciso esquentar, pois ano que vem eles voltam.

O Kiss voltando ao Brasil é uma piada. Depois de uma passagem horrível em 1999 os caras deveriam pensar bem e passar longe de terras brasucas. A única passagem digna de nota foi a de 1983 e isso devido a importância da banda na época. A de 1994 é melhor nem lembrar.....

E o The Doors! É igual ao Queen sem o Freddy Mercury! A coisa já era ruim com o Ian Astburry e agora então que colocaram um tal de Bret Scollin como substituto; Jesus! A banda chama-se Riders On The Storm, talvez para esconder a vergonha de desenterrar um defunto mais do que fétido. Jim deve estar enterrado com a cara voltada para baixo pra merecer isso.

Mas é de se esperar que essas bandas aportem no Brasil nessa época do ano. O clima é agradável, tocarão com a torcida a favor e com casa cheia, serão tratados como eram nas épocas gloriosas e ainda sairão pela porta da frente com a sensação de dever cumprido. Nessa não caio, mais.

Para os que não estão nem aí, que acharam esse post uma bosta e QUEREM ir de todo jeito, siga o link abaixo com as datas dos artistas acima mencionados mais outros diversos que aportarão no Brasil nesse ano de 2009.

http://br.noticias.yahoo.com/s/28012009/48/entretenimento-prepare-se-shows-internacionais-2009.html