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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Temple Of The Dog





Em Março de 1990  Andrew Wood, então vocalista da banda Mother Love Bone, morre aos vinte e quatro anos, vítima de overdose de heroína.

Isso causou comoção na efervescente cena musical de Seattle, uma vez que Andrew era tido como possível maior estrela da crescente movimentação musical e comportamental da fria e chuvosa cidade norte americana.

Chris Cornell, vocalista e guitarrista do Soundgarden, outra das bandas que lentamente alcançavam os holofotes da mídia e público ficou muito sentido com a perda do amigo pessoal e junto com o companheiro de banda e baterista Matt Cameron mais os integrantes do Mother Love Bone Stone Gossard e Jeff Ament (guitarra e baixo, respectivamente) decidiram que a maior homenagem que poderiam fazer ao amigo morto era o que faziam de melhor, música!

Sentiram que ainda precisavam de um guitarrista solo e um vocal de apoio. Para isso entraram em contato com Mike McCready, amigo pessoal de Stone Gossard e um solista de mão cheia, com influências de Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan.

Para o vocal de apoio, chamaram um desconhecido Eddie Vedder, o qual Stone Gossard e Jeff Ament já tinham ouvido e gostado muito do timbre de voz. Mais tarde ele junto com Mike seriam introduzidos a nova banda de Jeff e Stone, um tal de Pearl Jam....
Eddie foi peça fundamental na gravação do hit “Hunger Strike”, uma vez que Chris Cornell não conseguia atingir os timbres e a força vocal que Eddie conseguiu. O dueto virou um clássico do grunge.

Entraram em estúdio e o resto virou história.

Intitularam a banda e o único disco com o nome “Temple of the Dog”, mais uma homenagem a Andrew, uma vez que o nome foi retirado de uma de suas músicas “Man of Golden Words”.

Essa homenagem transformou-se em um clássico do rock, com letras e arranjos lindos. Foi um sucesso tanto de crítica como de vendas.

Ocasionalmente os integrantes do Pearl Jam e Soundgarden tocam juntos algumas músicas do projeto, para lembrar e agradecer a Andrew por tudo que fez em vida.

E Andrew, com certeza, deve agradecer a seus amigos por tudo que fizeram por ele.

E a nós, cabe apenas fechar os olhos e abrir os ouvidos e o coração.





sábado, 19 de maio de 2012

Metallica - Some Kind Of Monster




Nos acostumamos a olhar para o palco e reverenciar nossas bandas.

É quase como ir a igreja.

É uma celebração.

Para nós, mortais, eles em cima do palco são deuses, transcenderam a esfera que separa a realidade da fantasia. A nossa fantasia é a realidade deles.

Dentro do rock existe um tipo de fã que reverencia como ninguém seus ídolos, essa galera são os fãs de Heavy Metal.

Eles são fiéis, devotos até o último acorde, a última nota. Superam dificuldades mil para celebrar sua banda, seu ídolo.

Dentro do universo do Heavy Metal o Metallica está no topo da cadeia alimentar. Superou barreiras e transformou-se em um ser de vida própria, deixou de ser banda para entrar no hall de mega bandas. Lotam estádios, vendem milhões de discos. Isso tudo com um som pesado e sujo, que superou a esfera dos fãs de Heavy Metal para chegar à sala de estar de todos mundo afora.

Como isso afeta a mente de uma pessoa? Como será que lida com isso diariamente aqueles que colocamos como seres supremos, mas que na verdade são pessoas como eu e você? Com família, amigos, problemas pessoais e profissionais?

É esse o tema de “Some Kind Of Monster”, documentário que relata o dia a dia de gravações do Álbum “Saint Anger”, que quase acabou com a banda.

O mais espetacular desse documentário é tirar a mascara por trás dos rostos daqueles que vemos como super heróis. James e Lars são controladores, meticulosos e geniosos ao extremo. Kirk fica no fiel da balança, sem poder de opinião e com uma frustração latente em cada cena.  A falta de um baixista só agrava as coisas e ver Jason feliz com sua nova banda deixa os integrantes a ponto de um ataque nervoso.

Tudo isso entra na nossa mente como se fosse uma avalanche. É revelador, assustador e obrigatório!



quinta-feira, 17 de maio de 2012

Botinada - A historia do punk no Brasil




É difícil escrever sobre algo que não vivi.

Mas mesmo indiretamente, o punk dos anos 70/ 80 do Brasil faz parte da minha vida.

Lembro-me de conversas de tios e primos a respeito das brigas e dos shows de bandas punks, principalmente das tretas entre os punks e metaleiros nos anos 80.

Essa é a faceta ruim e que ficou sobre o punk em geral no Brasil e especificamente em São Paulo, mas punk não é isso.

Aprendi com o punk a não ser preconceituoso, a ser contestador. Aprendi que ser punk não é apenas o modo de se vestir, é o modo de se pensar. É o fazer você mesmo, sem esperar meios para tal. É você levantar os meios e realizar os fins.

Fui me aprofundar sobre o punk rock nos anos 90, acabei por descobrir uma faceta maravilhosa do rock n’ roll. De certa forma uma volta às origens do rock, aonde o principal era chocar, contestar, ser livre.

Musicalmente falando o mais próximo do punk que o Brasil produziu nos últimos anos, tanto nas letras quanto na postura é o Rap.

Espero que não morra nas mãos do mainstream como está morrendo o rap americano.

Depois disso, façamos a lição de casa.

Assistam. 



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Rory e a Strato roubada




Rory Gallagher usou praticamente uma guitarra apenas por toda a sua vida, uma Fender Stratocaster 1961 comprada de segunda mão quando tinha 15 anos.

Ele tinha muito apego pela guitarra. Tentando estabelecer-se  na cena musical iria fazer uma série de shows em Dublin quando levaram, do banco da sua van, a Strato e também a sua Telecaster.

Rory ficou arrasado, era como se tivessem sequestrado alguém da família. Durante toda a semana ficou abatido e em uma última tentativa desesperadora de reaver a sua querida guitarra Rory fez um pedido em rede nacional durante a apresentação de um programa famoso de televisão em Dublin.

Deu certo, a polícia localizou a guitarra, abandonada em um beco das ruas de Dublin.

Como diria um policial da época: "O ladrão está provavelmente fazendo um favor para todos os vizinhos".

Não só aos vizinhos senhor policial, mas a todos nós amantes do bom e velho rock n' roll



http://www.rorygallagher.com/#/archives/guitars/1961_fender_stratocaster