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sábado, 27 de dezembro de 2008

Reflexões de final de ano

Trabalho na área industrial há mais de 15 anos. Quando comecei tinha muitos sonhos e objetivos e muitos deles foram alcançados, alguns não. 

Nos últimos anos vinha percebendo uma certa “saturação” da minha parte com relação ao meu trabalho, nada mais me dava “tesão”, a vontade era de mandar tudo para os ares, pegar uma mochila e sair por aí, sem rumo.

 Mas a realidade me mantinha preso ao chão. Contas para pagar, responsabilidades para com a família, são coisas que não se apaga usando uma borracha, e eu nem queria isso.

 Sempre gostei de música, quem me conhece sabe disso. Durante um período da minha vida imaginei que seguiria esse caminho profissional. Apesar de a indústria e todos os seus tentáculos já terem se apossado de mim, eu ainda nutria o sonho de trabalhar com comunicação, levando às pessoas, e principalmente, para mim mesmo um pouco do sonho dourado do paraíso do rock n’ roll. Mas que paraíso é esse???. A vida de um jornalista é muito mais do que o romance do filme “Quase Famosos”. Na verdade,  apesar de toda a glamourização essa é uma profissão qualquer, com altos e baixos, pontos positivos e negativos.

 Essa não é a opinião de um frustrado, muito pelo contrário, é a opinião de uma pessoa que começou a enxergar a sua profissão com um olhar diferente depois de todos esses anos. Tudo o que tenho, tudo, é fruto do trabalho executado ao longo desses anos pelas diversas empresas pelas quais passei. Poderia ter ido mais longe, mas também poderia ter ficado empacado e esperando o “sonho” virar realidade. Sonho?. Sim, pois independente da profissão que se tenha, a sua casa, os seus bens e a sua família, são as mesmas, são os mesmos objetivos. Apenas a via que te leva a eles muda.

 A construção desse blog deu vazão ao sentimento de amor que eu tinha preso dentro de mim e que queria extravasar de alguma maneira. Falar de rock é um momento de terapia, de descarga emocional após um dia pesado, chato de trabalho. O rock sempre tem boas histórias e compartilhá-las, independente de quem leia é muito sadio.

 Descobri que o mundo dá voltas e hoje eu percebo que muito do que sonhamos pode estar nas nossas mãos basta colocarmos em prática com o que temos e depois de alguma ajudinha, até da nossa imaginação, podemos saciar nossa sede e ainda descobrir novos horizontes.

 Hoje estou muito bem no meu trabalho, vejo que a realidade é dura, mas se a encararmos podemos tirar muito proveito dela. Avalio tudo de duas maneiras antes de tomar uma decisão e colocá-la em prática. Isso me ajuda a refletir melhor se o que quero é realmente o que tenho em mãos ou se ainda devo forçar mais para alcançar objetivos maiores. 

Para os poucos amigos que me acompanham desejo um feliz 2009, cheio de paz, saúde e muito ROCK N’ ROLL! 

Abraço! 

André Coelho

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Chrome Division

É disso que eu gosto no rock, quanto mais você fuça mais você se surpeende. 

Tava vasculhando meus arquivos de MP3 e achei esse disco fantástico do Chrome Division, “Doomsday Rock N’ Roll”.

Nunca fui fã do Dimmu Borgir ou do Kovenant, mas Shagrath e Lex Icon, respectivamente vocalista e guitarrista das bandas citadas acertaram a mão nesse projeto que é uma mistura de peso à la Motorhead com a crueza típica de uma boa banda metal crossover.

 Para esse disco a formação da banda foi: Shagrath e Rick Black nas guitarras, Björn Luna no baixo, Tony White na bateria e Eddie Guz nos vocais. E o ex Icon?. Pois é o cara saltou fora antes da gravação do disco, coitado...... Não sabe o que perdeu.

As pauladas vem uma atrás da outra, com destaque para a excelente “1st Regiment” que tem uma introdução fodona nas guitarras e resume bem o que a banda quer mostrar. Puro Rock N' Roll com boas doses de riffs e vocais safados.

A comparação com Motorhead é inevitável, mas não totalmente justa, pois o Chrome Division parece muito mais técnico (principalmente no duo de guitarras) e menos rígido no lado instrumental vide a praticamente hardcore “When The Shit Hits The Fan”. Mas se bem que uma comparação como Motorhead não é nada mal!.

Enfim, mais uma ótima banda formada por caras de bandas tão distintas que nunca poderíamos dizer que formariam uma banda tão única como o Chrome Division.

Falow!

http://www.chromedivision.com/

Boris - Stoner Rock Japonês

Tava ouvindo a Last Fm sintonizado no tag Stoner Rock influenciado pelo post do Fu Manchu e ouvi uma banda muito pesada chamada Boris. Fui atrás e encontrei um trio de japoneses muito loucos!

Stoner Rock feito no Japão, e de qualidade. A banda é formada por: Atsuo na bateria e vocais, Wata na guitarra e Takeshi no baixo e vocal (às vezes o cara toca numa Ibanez de braço duplo aonde um braço é um baixo e o outro uma guitarra). 

A banda tá lançando disco desde 1996 e o som foi mudando de disco para disco, indo do hardcore ao drone metal e atualmente sabe-se lá em que região do nosso sagrado rock n’ roll esses japoneses estão metidos. Independente disso é certeza de bons sons.

Em 2008 o Boris está abrindo os shows da turnê do Nine Inch Nails  e lançou seu mais recente álbum, “Smile”.

Lendo a respeito da banda descobri que os dois mais respeitados discos, seja pela crítica como pelo público são os “Heavy Rocks” de 2002 e o “Pink” de 2005.

Rock viajante, pesado e cheio de influências legais como “Blue Cheers”, “Kyuss” e “High On Fire”, quer mais???. Vá atrás!. Posso dizer que Heavy Rocks é louco!. Procure no 4shared como 2002 – Heavy Rocks.

Abraço!

Leia:

http://en.wikipedia.org/wiki/Boris_(band) 

Veja: 

http://www.youtube.com/watch?v=6t3dHC2qcBc 

Acesse:

 http://homepage1.nifty.com/boris/top.html

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Notícia atrasada, sapato no Bush!!

Hilário, puramente rock n' roll!!. Assitam:

The Sky is Crying e o meu amor pelo blues

É engraçado eu conhecer Steve Ray Vaughan a tão pouco tempo. Mas também é um pouco lógico.

 Eu sempre fui fã de rock n’ roll, mas não tanto de blues. O tempo foi passando e a minha mente foi se abrindo, conforme eu ia aprendendo o que realmente era MÚSICA, isso mesmo, com letra maiúscula, fui percebendo outros ritmos e artistas fantásticos, como SRV. 

Tenho um grande amigo que tinha, ou tem, não sei (faz tempo que não o vejo), uma banda que tocava rock e blues e o guitarrista deles era um prodígio. O moleque quebrava tudo e era super fã do Steve, usando inclusive uma Fender Signature SRV (fantástica!) http://www.fender.com/products/search.php?partno=0109200800. Foi aí que esse camarada me disse para procurar mais sobre o guitarrista que mudou a cara do blues nos anos 80.

O primeiro CD que comprei foi um que dei de presente para a minha esposa. “The Sky Is Crying”. Um álbum póstumo lançado um ano após a morte do guitarrista, num acidente de helicóptero. 

Fiquei chapado!. Como pode um guitarrista ser tão agressivo, técnico e tradicional ao mesmo tempo????. O álbum começa arrebentando com “Boot Hill”, segue com “The Sky Is Crying”, passa por “Empty Arms” e chega na faixa que mais me surpeendeu, “Little Wing”, clássico de Jimi Hendrix que ouso dizer que foi aqui melhorada umas dez vezes. Sacrilégio? Acho que não. Steve estende a música deixando os vocais de lado para fazer a sua guitarra cantar para nós, emocionante.

Para mim o álbum poderia acabar aqui, mas ainda tem mais e mais "Wham", "May I Have A Talk With You ", “Close To You”, "Chitlins Con Carne ", “So Excited"  e a linda acústica"Life By The Drop” completam esse clássico lançado em 1992 mas que fez parte da minha coleção uma década depois do seu lançamento.

Acredito que esse disco mudou completamente meu gosto musical. Hoje coloco um show e uma banda de blues na frente de qualquer outra, seja para comprar ou tocar. Sou um péssimo guitarrista, mas o pouco que tenho tocado tem sido voltado para esse gênero que numa primeira vista parece privilegiar muito a técnica, mas que na verdade coloca muito da emoção e feeling na pegada do instrumento.

Vida longa ao blues!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Stevie_Ray_Vaughan

http://pt.wikipedia.org/wiki/Blues

http://www.bluesnjazz.com.br/

Fu Manchu

Não sei como descobri essa banda, mas com certeza foi na net. Santa Internet!!!

O Fu Manchu é uma banda californiana formada no início da década de 90 e traz como principal característica os sons de guitarra extremamente potentes e altos, mas de cadência mais lenta, que muitos denominaram como stoner rock (rock chapado).

Impossível ficar parado com o som dos caras, já lançaram dezenas de CD’s, EP’s e um dos melhores discos ao vivo que já escutei na minha vida:  “Go For It... Live!” de 2003.

Paulada na cabeça!

Confiram:

http://www.fu-manchu.com/default.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fu_Manchu_(banda)

Listas

Seguindo na linha das listas eu li no site Scream & Yell (link ao lado) as listas dos melhores discos de 2008 em 15 publicações mundo afora. E me espantei! tô totalmente por fora de tudo o que acontece na música atual. Dos artistas conheço poucos, desses poucos ouvi pouqíssimas coisas de seus trabalhos recentes e dos demais simplesmente não tenho idéia de quem são.

 O que me deixa mais confuso e temente é que eu não estou nem aí!. Não me fez falta nenhuma ouvir os caras do MGMT ou TV ON THE RADIO,ou seja lá qual mais estiver na lista. Tô tranqüilo com as minhas escolhas musicais e o cenário atual da música não me faz nem ligar a rádio ou a net para saber das novidades. 

Mas ler as listas também me fez sentir saudades, principalmente da rádio Brasil 2000 FM – 107,3, aqui de São Paulo. Ela ainda existe, mas eu não dou a mínima para a programação atual. Sinto falta do Roberto Maia e do Tatola, que colocavam novidades todos os dias e faziam e aconteciam, sinto falta do Garagem, que nem sempre tocavam o que eu gostava de ouvir mas ouvia pois a anarquia era tanta que nem parecia que os caras eram tão influentes com relação a música. 

Ou seja, me transformei em um nostálgico. E espero, ansioso, pela nova banda que revirará o rock de cabeça para baixo e me fará acordar desse sono profundo o qual estou a mais de anos......

1001 discos

A imagem da capa com Sid Vicious apontando uma Gibson Les Paul para você como se fosse uma arma parece uma ordem para que você abra e devore essa obra de 960 páginas que tenta, o que já é um grande feito, nos colocar o que seria os 1001 melhores e indispensáveis discos desde 1950 até 2005 (a minha edição é de 2006). 

Como toda obra que tenta condensar a história, essa é irregular. Mas prima pela diversidade e mais do que isso, muitas vezes colocar na prateleira artistas que ou foram esquecidos pelo ou simplesmente não apareceram com a devida importância na mídia do seu tempo. 

O livro é dividido por décadas iniciando na dourada 50 com um disco do mestre (gângster) Frank Sinatra “In The Wee Small Hours” de 1955. Cada trabalho é comentado dirigindo a obra e  a vida do artista naquele momento, também há a lista de música do disco em questão. 

O livro é recheado de fotos e na minha opinião as décadas de 60 e 70 são as mais legais de serem lidas, pois os discos escolhidos simplesmente contam a história do rock n’ roll e suas origens e ramificações posteriores. 

Dezenas de críticos foram selecionados para escrever as resenhas e escolher as obras e a edição geral do livro ficou a cargo de Robert Dimery. 

Eu adoro listas e essa simplesmente ser mais do que tudo como um guia, pois podemos a qualquer hora abri-la e nos deliciar com o que de melhor aconteceu na história da música nos últimos 50 anos. Para guardar e mostrar aos nossos filhos e netos. 

Um ótimo presente de natal para quem gosta de música.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Desciclopédia

Sem mais delongas visitem:


Quer uma amostra?

Então vejam:

Virtuoses 2 - Eric Johnson

Outro “virtuose” que tenho escutado muito é o Eric Johnson. Conheci o trabalho do cara depois de assistir a um show do famoso G3, projeto do guitarrista super, hiper, mega virtuose Joe Satriani. Na época foi muito estranho, pois Eric não é do tipo “solto” no palco. O show dele é uma antítese dos do Satriani, Vai, Petrucci ou Gilbert. Sempre muito calmo, sereno, Johnson é um gentleman, entrega notas perfeitas e extremamente bem “timbradas”  devido a quase loucura que o rapaz tem pela perfeição do seu som formado pelas inseparáveis Fender Stratocastrer e demais amplis e efeitos “vintage”. 

Recomendo o álbum “Ah Via Musicom” de 1990 que contém o clássico “Cliffs Of Dover” assim como “Vênus Isle” de 1996 com as também clássicas “SRV” e “Manhattan”.

 Instrumental, virtuose e de qualidade.

 http://www.ericjohnson.com/ 

http://www.geocities.com/ericjohnsonbr/?200812 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Eric_Johnson

Virtuoses

Nos últimos anos tenho escutado muita música instrumental, principalmente de guitarristas “virtuoses”. 

Sempre tive o pé atrás com esse tipo de guitarristas, pois as músicas dos caras são tecnicamente impecáveis porém um pouco “quadrada demais”. 

Porém, pouco tempo atrás escutei o disco “Get Out Of  My Yard” do guitarrista norte americano Paul Gilbert e ele me serviu para abrir um pouco a minha mente com esse gênero de música. 

O disco é fantástico, tanto pela técnica como pelo famoso “feeling” Paul agarra os ouvintes com uma mescla de irreverência, força, delicadeza, tudo isso numa música só! (escute “Radiator”). 

O disco abre com a faixa título e a forma como Gilbert toca sua Ibanez“signature” é de cair o queixo de qualquer “mortal” das seis cordas. 

Ao longo do álbum pode-se perceber que o guitarrista colocou a arte na frente da técnica pois muitas faixas não são extremamente velozes ou complicadas mas mesmo assim cativam pela beleza da composição (“Marine Layer” é um exemplo – somente piano e violão num dedilhado suave e constante). Música para tocar para os filhos dormirem, linda! 

Não vou ficar divagando mais sobre o disco pois a net ta aí para nos ajudar com isso, né?. Também não vou ficar aqui falando muito do artista Paul Gilbert porque os links abaixo falarão por mim. Mas digo o seguinte, o cara é firmeza, cheio de estilo e o mais legal, quando ele toca, parece que é fácil, fácil. 

Para quem gosta de guitarra, um prato cheio! 

P.S. Procurem um disco chamado “Raw Blues Power” que o Paul gravou com seu tio, Jimmy Kid. Muuuiiitttooo bom. 

http://www.paulgilbert.com/ 

http://www.paulgilbert.com.br/ 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Gilbert

 Abraços!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Music Junkie

Sou um viciado em música. Hoje, moderado, mas há alguns anos atrás eu poderia muito bem ser confundido com qualquer junkie por aí. 

Não poucas vezes gastei meu rico e suado din din no último lançamento da banda X  ou na edição especial da banda Y. Quando chegava o final do ano era uma beleza, saía das lojas com 5, 6, as vezes 10 cd’s na sacola. 

Não sei o que uma carreira de cocaína faz com o cérebro, ou como uma injetada de heroína mexe com o seu corpo, mas se a reação for: os pelos do corpo arrepiarem, a barriga doer, a adrenalina subir a ponto de você gritar na continuidade da música, então pessoal, parem de usar essas substâncias ilícitas e escutem música! 

E por que estou escrevendo tudo isso? Bem, antigamente meus “traficantes” eram as lojas especializadas, as revistas e fanzines. Hoje é a Internet. Na minha opinião é como se eu tivesse toda a Colômbia (traçando um paralelo com drogas, claro) só para mim, e sem pagar!

 Mas tudo isso tem seu preço, o barato já não bate tanto como antes. A facilidade é tão grande que o volume de informações não deixa a droga (música) subir à cabeça e fazer efeito. Enquanto você escuta a banda A já está baixando a banda B, de repente você esquece da banda B porque leu num site (revista já era) que a banda C ta fazendo o maior barulho e você TEM que ouvir.

 Será que tem mesmo? Cadê o romantismo de abrir o cd e ler o encarte, admirar a arte da capa e saber exatamente quem fez o que no trabalho daquele artista. Ok, ok, com cd a 30 paus (quando não mais), fica difícil saborear ainda mais sabendo que lá do outro lado, com uma boa banda larga, em alguns minutos você economizou tempo e dinheiro. Mas pense bem, temos que ter tanta informação assim?

 Bandas aparecem e desaparecem num minuto, duram no máximo, máximo dois discos e olhe lá. Já não temos mais uma história recente, pois todo dia um artista tira o foco do outro, apagando a sua história! 

Dias atrás fiz algo que há tempos não fazia, comprei um cd. É engraçado, cheguei em casa e ripei ele para o pc!! Mas foi muito bom abri-lo e me deliciar com toda a arte, não só com a música, mas com as fotos, desenhos e tudo o mais. Senti o barato de novo. 

Assim como eu acredito que outros têm o mesmo sentimento, de ter o trabalho completo do artista na mão, poder degustá-lo até dizer chega e só depois partir para outra. Resta saber se a indústria da música terá esse feeling com relação a nós consumidores ou se continuarão a atirar no pé com andam fazendo (artistas idem). 

E eu, bem, estou em REHAB

Bad Religion - Falando o que presta

Hoje o Bad Religion não me representa muita coisa além de boa música. Mas nem sempre foi assim.

 Em 1993 eu tinha 16 anos e ouvi, na saudosa 89FM, “American Jesus”. Num primeiro momento só o riff e o refrão, grudentos, eram perceptíveis, pois o cantor praticamente engolia as palavras e nada era bem compreensível para ser traduzido. 

Nessa mesma época tinha um programa na MTV chamado “Pé da Letra” que traduzia algumas músicas da programação. “American Jesus” foi uma delas. Foi foda!!. Achei a letra muito louca, extremamente contestadora e bem escrita, queria saber mais daquela banda que tinha uma cruz com uma faixa de negação como símbolo.

 Dois anos se passaram até eu comprar, de uma vez, “Recipe for Hate” que continha o clássico acima e “Stranger Than Fiction” o primeiro álbum da banda por uma major e que trazia outro clássico “21th Century Digital Boy”. 

Entre idas e vindas o Bad Religion foi se tornando presença obrigatória na minha discoteca seja pelas letras muito bem escritas por Greg Graffin e Mr. Brett seja pelo som, copiado a exaustão por emos de todo o mundo. Independente do estilo que eu estava ouvindo no momento sempre arranjava um tempo para colocar uma dos caras para tocar.

Não me considero fã de carteirinha. Tenho vários cd’s, fui a diversos shows da banda, mas não me atrelo tanto ao som, as vezes cansa um pouco tanta falação e guitarra na cabeça!. Mas com certeza, 15 anos atrás o Bad Religion me ensinou que banda de rock poderia ser barulhenta, tocar na rádio e falar o que presta.

Visitem: 

http://www.badreligion.com/

http://www.badreligion.com.br/ 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bad_Religion

Eu não acredito no Obama

Jesus Americano

Eu não preciso ser um cidadão globalizado
Porque eu sou abençoado pela nacionalidade
Eu sou membro de uma população crescente
Nós forçamos nossa popularidade
Há coisas que parecem nos puxar para baixo e,
Há coisas que nos arrastam para baixo
Mas há um poder
e uma presença vital
Está esperando para atacar

Nós temos o Jesus Americano
Veja-o na interestadual
Nós temos o Jesus Americano
Ele ajudou a construir a propriedade do presidente

Eu sinto pena da população da Terra
Porque muitos poucos moram nos EUA
Pelo menos os estrangeiros podem copiar nossa moralidade
Eles podem visitar, mas não podem ficar
Apenas alguns preciosos podem acumular nossa prosperidade,
Isso nos faz andar com confiança renovada
Nós temos um lugar para ir quando morremos,
E o arquiteto mora bem aqui

Nós temos o Jesus Americano
Encorajando a fé nacional
Nós temos o Jesus Americano
Subjugando milhões todos os dias

Eles são os fazendeiros do campo fértil
As forças armadas
Expressões no rosto dos milhões de famintos
O poder do homem
Ele é o combustível que dirige o clã
Ele é o motivo e a consciência do assassino,
Ele é o pregador na TV
A sinceridade falsa
A forma que escreveu para grandes computadores
As bombas nucleares
As crianças sem mães
E eu tenho medo que ele esteja dentro de mim

Nós temos o Jesus Americano
Veja-o na interestadual
Nós temos o Jesus Americano
Exercendo sua autoridade
Nós temos o Jesus Americano
Encorajando a fé nacional
Nós temos o Jesus Americano
Subjugando milhões todos os dias

Uma nação temente a Deus... 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

LAST FM

Sabe o Orkut. O que é mais legal dentro dele? Na minha opinião ficar vasculhando a vida dos outros..... hehehehe.

 E se existisse um Orkut da música? Pois existe. É a Last FM.

 E como funciona? 

Entre no site http://www.lastfm.com.br e faça um cadastro com um login e senha.

 Depois disso instale o software chamado scrobbler no seu computador

 Terminado esses passos o que acontecerá, toda vez que você tocar uma música ela será “gravada” pela lastfm e passará a fazer parte de sua biblioteca.

 Abrindo o scrobbler você poderá usar a biblioteca da prória lastfm para ouvir uma rádio “personalizada”. Para isso basta digitar entre tag e artista. Exemplo: Se você optar por Tag e digitar metal, a rádio só passará artistas relacionados a metal e se você escolher Artista e digitar, por exemplo, Soundgarden, a rádio passará a executar artistas relacionados à banda digitada.

 Resumindo, é muito legal e quanto mais você ouve mais o seu perfil vai se caracterizando e o site direciona alguns ouvintes (vizinhos) para que você possa se relacionar.

 Vamos lá, experimente!

http://www.lastfm.com.br/user/andrerocks

TOP 10 Guitarristas

Não coloquei nenhum em primeiro lugar, pois cada um guarda uma característica que os colocaria no topo. 

Vamos lá, 

David Gilmour. 

Pela técnica e classe. 

Jimi Hendrix 

Por tudo que fez pela guitarra. 

Steve Ray Vaugham 

Por ter levantado o Blues nos anos 80.

 Eddie Van Halen 

Por ter reinventado a maneira de tocar guitarra.

 Tom Morello 

Por expandir os limites da guitarra.

 Ritchie Blackmore 

Por unir o erudito ao rock, sem deixá-lo chato (no Deep Purple). 

Jimi Page 

Por fazer o Blues virar Heavy.

 Warren Haynes

 Pela manutenção da tradição do Blues/ Rock e pela técnica exuberante.

 Dimebag Darrel 

Por aliar a extrema técnica ao limite da brutalidade e ainda assim tocar na rádio!

 Angus Young

 Simplesmente pela simplicidade, precisa mais?.

Pink Floyd

 Nunca fui muito fã do Pink Floyd. Achava as composições difíceis de assimilar. Gostava do álbum “The Wall” mais por influência do que por vontade própria.

 Em 1994 eu vi um show da banda da turnê Pulse, que viria a ser lançada em DVD mais tarde, transmitido pela TV Bandeirantes com a narração de uma repórter que não me lembro bem e com comentários do André Forastieri, grande crítico musical (http://andreforastieri.com.br/).

 Naquele momento minha concepção a respeito da banda mudou. Talvez pelo grandiosismo do palco, das luzes e efeitos, ou talvez pela forma quase perfeita da execução das músicas ou talvez por tudo isso junto, depois daquele dia deixei os caras mais ricos, pois hoje tenho DVD’s, CD’s e tudo o mais a respeito da banda.

 David Gilmour

 Uma coisa que me deixou estupefato naquele show foi a maneira como o guitarrista e vocalista David Gilmour se manifestava no palco. Praticamente sem se movimentar em cima do palco, ele impunha respeito desfilando uma economia de notas certeiras, cheias de estilo e classe. Dono de uma pegada própria, sem exibir uma técnica extraordinária, mas extremamente eficiente esse senhor inglês fascinou aquele garoto que aprendia os primeiros acordes exatamente naquele ano de 1994. Não à toa a minha guitarra principal hoje é um modelo stratocaster. O que mais fascina na técnica de David é a forma como ele consegue manter o som da nota por períodos longos, sem perda de timbre ou afinação. Outra “manha” é a maneira como ele consegue lidar com vários efeitos (é um pioneiro nessa área).

 Por essas e outras agora fico cada vez mais pobre, pois não contente agora também me sinto na obrigação de acompanhar a obra solo desse que hoje está no top 10 dos meus guitarristas prediletos.

 Confiram:

 http://pt.wikipedia.org/wiki/Pink_Floyd 

http://www.davidgilmour.com 

http://www.gilmourish.com/

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Ouvir Chinese Democracy me aguçou a vontade de ouvir mais Guns. Voltei a escutar Appetite for Destruction e Use Your Illusion 1 e 2 após muito tempo.

 Pura inspiração, deu até saudade daqueles tempos….

Chinese Democracy - 17 anos depois


A expectativa era grande. Afinal, passaram-se longos 17 anos desde o último disco de inéditas.
E a decepção também foi grande. O tempo, o dinheiro, as drogas, o egocentrismo, tudo isso elevado a enésima potência fizeram muito mal a “Chinese Democracy”, do Guns N’ Roses. 
Falta identidade no novo trabalho de Axl Rose e escudeiros. E quantos escudeiros! Nos créditos do disco, só de guiatrristas são cinco!: Paul Tobias, Robin Finck, Buckethead, Ron “Bumblefoot” Thal e Richard Fortus. Soma-se a eles os dois tecladistas, Dizzy Reed (esse, companheiro de longa data e o único membro das antigas fiel a Axl) e Chris Pitman, Tommy Stinsom no baixo mais os dois bateristas, Frank Ferrer e Brain.
 Voltando a identidade, o álbum é uma salada. Slash e Izzy Stradlin, no auge do Guns, injetavam doses cavalares de Hard, Metal e Punk Rock nos solos, riffs e demais passagens guitarristicas das músicas fazendo com que elas apresentassem uma identidade própria e casassem com a voz de Axl. O baixo de Duff e a bateria de Steven e depois de Matt serviam de apoio para formar o que se convencionou-se chamar de Guns N’ Roses. 

O que se vê nesse disco é que a identidade das músicas está, principalmente nas guitarras, associadas a quem as toca. Se a guitarra está nas mãos de Buckethead percebemos que o lado industrial, virtuoso está em evidência, assim com Robin Finck. O lado mais clássico fica a cargo de Ron “Bumblefoot” e assim por diante. 
O que se percebe nesse novo trabalho é a ausência de “pegada”. Os músicos são extraordinários e o que se ouve é um desfile de virtuosismo, mas em momento algum empolga a ponto de você dizer: - “Uau!!!, aí sim.” 
Mas nem tudo está perdido...... Existem faixas boas em “Chinese Democracy”. O Álbum começa bem com a faixa homônima, e mantém o ritmo nas faixas 3 “Better” que poderia muito bem servir de base para esse novo caminho musical da banda, 4 “Street Of Dreams” uma balada e a que mais se aproxima do que o Guns era e a faixa 6 “There Was Time” uma meia balada, se podemos chamá-la assim.
 Aliás, balada é uma forma legal de chamar o disco uma vez que ele é comportado demais para os padrões normais que acostumamos ouvir no Guins N’ Roses. Quase todas as músicas são muito lentas, abusam de efeitos eletrônicos e de produção. Produção que tecnicamente é perfeita, esmerada, mas que não salva o disco de afundar no ego do seu idealizador. 
Para um grande fã de Guns N’ Roses, fica difícil esconder a decepção de ouvir “Chinese Democracy” mas olhando lá atrás, na faixa “My World” de Use Your Illusion 2, já era de esperar tanta eletrônica e efeitos nesse disco. Infelizmente não estamos nos anos 90 e tais artifícios soam um pouco datados no hard rock atual. Talvez se Axl tivesse lançado esse disco logo após a saída dos outros integrantes e ao longo dos anos fosse moldando o som do Guns ele poderia, hoje, ter uma banda com a sua cara e sem tanta pressão envolvida.
 Mas ainda há tempo, será?

Ouça o disco na íntegra abaixo e dê a sua opinião.