sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Clássico do Dia - Barracuda - Heart

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pato Fu - Música de Brinquedo


Com certeza alguém já fez.

Mas o Pato Fu tem a capacidade de ser original em tudo o que faz, independente do que seja.

Uma grande banda nacional, que por motivos mil ou zero, não faz o sucesso que merece.

Esse disco foi composto todo ele com instrumentos infantis e com brinquedos.

O resultado é fantástico!

Veja a versão para "Live and Let Die"



Essa abaixo é a versão de Primavera



Coisa linda!

http://www.patofu.com.br/

Atualizado...

Show completo

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mike Patton - Mondo Cane



Mike Patton firmou-se na história do rock n’ roll como vocalista da banda Faith No More, que no início dos anos 90 fincou bandeira no estilo rap/ core que seria mais do que copiado anos depois por bandas de norte a sul do planeta.

Sua poderosa e polivalente voz fez de Mike um dos vocalistas mais versáteis da música. Veja bem, da música, não só do rock. Porque Mike Patton não se limitou ao rock, nem ao RAP, nem a heavy metal.

Prova disso é o álbum “Mondo Cane” em que Mr. 1000 voices interpreta canções do pop italiano dos anos 50 e 60. O resultado é soberbo!

Com um italiano perfeito e em nenhum momento parecendo um crooner ou uma brincadeira de mau gosto, Mike desfila sua voz com uma orquestra afinada  de 65 pessoas e trás a nós composições com arranjos belos e bem complexos.

Prova que o tempo vem fazendo bem a esse que já foi o frontman mais louco do rock e que hoje dosa seu talento para projetos cada vez mais ousados e belos.

P.S. A primeira vez que vi Mike foi em cima do palco do Rock in Rio 2, em 1991.... Quem diria!






quarta-feira, 4 de agosto de 2010

The Black Crowes




No meio do grunge dos anos 90 uma banda surgiu fazendo muito barulho, dos bons, e subvertendo a ordem das coisas fazendo um rock clássico, básico, que atingiu em cheio o gosto do público e as paradas de sucesso.

The Black Crowes parecia saído de algum canto dos anos 60/ 70. Na época criticados por serem “imitações baratas” de Rolling Stones e Led Zeppelin, os Crowes mostraram que não era nada disso, apenas beberam na fonte dos mestres e simplesmente seguiram a filosofia paz, amor e rock n’roll dos seus antepassados.

Na estrada desde 1985, a base do Black Crowes são os irmãos Chris e Rich Robinson. Os dois, assim como todos os irmãos, vivem entre amor e brigas, o que já fez a banda desmoronar uma vez. Mas irmãos são irmãos e logo voltaram e tocaram o que sabem fazer de melhor, rock.

O primeiro grande sucesso da banda foi a música Remedy, do álbum “The Southern Harmony and Music Companion” de 1992. Depois disso muitos discos, sucessos, mudança de integrantes, brigas e afins fizeram dessa uma das bandas mais interessantes e ativas dos anos 90.

Vale a dica, The Black Crowes.

http://www.blackcrowes.com/2010/


http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Black_Crowes

The Flaming Lips - The Dark Side Of The Moon


Tem que ser muito foda para mexer num clássico.

Muito mais foda se esse clássico for "The Dark Side Of The Moon" do Pink Floyd.

Mas o The Flaming Lips sempre foram fodásticos e não só mexeram como remexeram nesse disco de 1973 da banda inglesa.

Eles, junto com Stardeath & White Dwarfs e com participação de Henry Rollins e Peaches regravaram todo o The Dark.. E, bem, descubra-se de todo o seu pudor e preconceito, abra a sua mente e delicie-se com a viagem mais do que psicodélica que toda essa galera fez com os arranjos originais. É muito bom!

Você identifica cada música, pois em momento algum se percebe a necessidade de desconstruir e sim de colocar a identidade dos músicos nos clássicos. É como uma homenagem, covers fantásticos, mas com identidade própria.

Um clássico do clássico.






terça-feira, 3 de agosto de 2010

SWU Festival

Dias 09, 10 e 11 de Outubro acontece em Itú o festival SWU e nele estão confirmadas diversas atrações musicais.

Dia 09 tocam Rage Against The Machine e Mutantes (acredito que a produção ainda confirme mais atrações)

Dia 10 é a vez de Kings Of Leon, Dave Matthews Band, Regina Spektor, Sublime Whit Rome, Capital Inicial e Jota Quest.

Dia 11 me deixou intrigado. Teremos Cavalera Conspiracy, Avenged Sevenfold, Incubus, Linkin Park e..... Pixies!

Uma noite praticamente heavy metal com uma banda totalmente indie. Sorte para os Pixies.

Mais informações, aqui

Clássico do Dia - Remedy - The Black Crowes (Acústico)

Rammstein no Brasil




Metal industrial de responsa, letras em alemão, sucesso mundial.

Clipes sempre muito bem produzidos, com temáticas provocativas e sedutoras.

Integrantes saídos de um mundo futurista digno de Mad Max.

Isso é Rammstein.

E eles estarão entre nós.

Dia 30 de Outubro no via funchal.

Abaixo uma seleção de clipes dos caras




Riffs de guitarra

Se você não sabe o que é um riff e quer uma explicação técnica, clique aqui

Ok, já leu, agora imagine um artista compondo. Ele tem aquele som na cabeça, aquela passagem que fica martelando, martelando, que ele não consegue tirar da mente. Aí ele pega sua guitarra, senta e começaa usar toda a sua técnica e emoção para transpor essa idéia fixa da sua cabeça para a suas mãos e conseqüentemente para as cordas da sua guitarra.

De repente ele percebe que criou uma frase marcante, estimulante, que o faz viajar, abrir um sorriso no rosto, balançar o esqueleto.

Isso é um riff de guitarra.

Isso é rock n’ roll.

Muitos riffs de guitarra ficaram marcantes na história do rock, listas e mais listas foram feitas elegendo os mais fodões de todos os tempos. E eu, como adoro listas, criei uma, da minha cabeça, de bate pronto, sem pensar. Dez canções com riffs do caralho que saíram de sopetão. Com certeza muitos ficaram de fora, com certeza essa não é uma opinião definitiva, mas é um começo. E é uma lista de responsa.

Voodoo Chile – Jimi Hendrix 1968

O pai da guitarra rock n’ roll é o mestre compositor desse riff magnânimo, que tem tudo o que uma guitarra rock deve ter. Distorção, wha wha, echo, delay.....

http://www.youtube.com/watch?v=2h2ywNdG45I

http://en.wikipedia.org/wiki/Voodoo_Child_(Slight_Return)


Aqualung – Jethro Tull 1971

O hoje senhor Martin Barre é o dono das guitarras do Tull desde sempre e foi com ele que a banda conseguiu mandar ver nesse clássico, um riff poderoso, que fica na cabeça por dias....

http://www.youtube.com/watch?v=QqZmtq5LhFo&feature=artist


http://en.wikipedia.org/wiki/Aqualung_(song)


http://pt.wikipedia.org/wiki/Martin_Barre

Iron Man – Black Sabbath 1971

O mestre dos riffs, o pai do heavy metal. Tommy Iommi merecia um post especial somente para comentar seus riffs, todos clássicos, todos poderosos e cheios de atitude. Difícil escolher um em especial. Clássico

http://www.youtube.com/watch?v=29YzEuHjWlM


http://en.wikipedia.org/wiki/Iron_Man_(song)

Smoke on the Water – Deep Purple 1972

Talvez esse seja o riff dos riffs de guitarra, aquele que todos, quando pequeno e começam a tomar gosto pela barulheira, querem copiar a perfeição.

http://www.youtube.com/watch?v=3z0-dhFEsj8&feature=fvst


http://pt.wikipedia.org/wiki/Smoke_on_the_Water

The Ocean – Led Zeppelin 1973

Existem outros riffs mais famosos do Led, mas esse é suingado ao extremo, cativa a primeira audição. Mestre Page estava mais do que inspirado quando sentou com a sua Lês Paul 1958 para compor essa gema.

http://www.youtube.com/watch?v=mqgyD_yTWCU


http://en.wikipedia.org/wiki/The_Ocean_(Led_Zeppelin_song)

Ain’t Talkin’ Bout Love – Van Halen 1977

Eddie Van Halen foi a maior revolução da guitarra desde Jimi Hendrix. E esse riff aparentemente simples, condensa muito dessa revolução guitarrística. Sensacional!

http://www.youtube.com/watch?v=hNWArv4J4J8&feature=related


http://en.wikipedia.org/wiki/Ain't_Talkin'_'bout_Love

Highway To Hell – AC/DC 1979

Angus Young foi meu primeiro guitar hero. O primeiro que eu olhei e pensei “Como diabos ele faz isso?”. Depois percebi o quanto de simplicidade tinha dentro da sua música e o admirei ainda mais, afinal, é das pequenas coisas que se tiram grandes lições. Crédito também ao seu irmão Malcolm, o maior guitarrista base de todos os tempos.

http://www.youtube.com/watch?v=VT2wKBkpUis


http://en.wikipedia.org/wiki/Highway_to_Hell_(song)

Seek And Destroy – Metallica 1983

Muito pode se falar do Metallica, coisas boas, coisas ruins. Mas um fato é unânime: Os caras sabem construir um bom riff de guitarra. Senhor Hatfield, Senhor Hammer, obrigado por essa pérola.

http://www.youtube.com/watch?v=vkkgYktQkFg


http://en.wikipedia.org/wiki/Kill_'Em_All#Seek_.26_Destroy

Sweet Child O’ Mine – Guns n’ Roses 1988

A banda mais perigosa do planeta. Coisa do passado... Graças a Deus temos riffs como esse, do grande Slash para imortalizar uma banda que sucumbiu as doideiras de seu vocalista megalomaníco. Nota: Izzy Stradlin é o segundo guitarrista base mais fodão do planeta!

http://www.youtube.com/watch?v=P-AYAv0IoWI


http://pt.wikipedia.org/wiki/Sweet_Child_o'_Mine

American Jesus – Bad Religion 1993

Esse riff é muito bom, cheio de atitude e mais um que é de uma simplicidade fora do comum. Ou seja, quanto menos, melhor.

http://www.youtube.com/watch?v=3Oe_Rxt9wB0


http://en.wikipedia.org/wiki/Recipe_for_Hate

É isso aí, tire suas conclusões. Muitos ficaram de fora mas agora é com vocês.

Abraço!

P.S. Se quiser ouvir a seleção, acesse http://www.4shared.com/file/KYVMee57/Riffs.html

terça-feira, 20 de julho de 2010

Steve Winwood


Uma das mais lindas vozes do rock.

Steve Winwood nasceu no dia 12 de Maio de 1948 em Handsworth, Birmingham, Inglaterra. Ainda criança aprendeu a tocar piano, bateria e guitarra e aos oito anos de idade já participava junto com o pai e o irmão de uma banda, a Ron Atkinson Band.

Aos 14 anos Steve juntou-se a Spencer Davis Group e começou a receber elogios e comparações pela sua bela vozr. Dessa fase pode-se colher os sucessos “Gime Some Lovin’” e “I’m a Man” .

Em seguida ao Spencer Davis Group Steve juntou-se a Jim Capaldi, Chris Wood e Dave Mason para formar o Traffic. Dessa fase destacam-se os clássicos “Dear Mr. Fantasy” e "Feeling Alright”.

Com o Traffic Steve conheceu Eric Clapton e junto com ele, Ginger Baker e Ric Grech formaram o super grupo Blind Faith que teve vida curta, mas o suficiente para marcar para sempre o mundo da música. Desse período é possível destacar dois dos maiores hinos do rock n´ roll, “Presence of the Lord” e “ Can’t Find My Way Home”.

Do final dos anos 60 ao final dos 70, Steve Winwood tocou com muita gente. É dele o órgão que escutamos em “Whit a Little Help From My Friends” cover dos Beatles que Joe Cocker gravou. Também é dele a participação como Capitão Walker no disco ópera “Tommy” do The Who. Fora isso, depois do Blind Faith Steve juntou-se com os amigos já citados em inúmeros projetos até lançar-se em carreira solo.

De 1977 até 1990, ele lançou discos continuamente e obteve vários sucessos, tanto na Inglaterra como nos EUA. São dessa época as músicas “Arc of Diver”, “Taking Back To The Night” e “Higher Love”. Interessante verificar as influências das décadas nessas músicas. Muito sintetizador e bateria compassados, típicos dos anos 80.

Em 1994 ele juntou-se com o pessoal do Traffic para mais um álbum, “Far From Home”. Ainda se lançou a compor músicas para uma animação, “Balto”, que o consumiu os anos de 1995 e 1996.

Depois disso lançou mais discos solos, o mais recente é “Nine Lives” de 2008. (Não esquecer do obrigatório disco ao vivo com Eric Clapton, “Eric Clapton and Steve Winwood Live From Madison Square Garden”).

Um artista completo, profílico e até hoje pontual na indústria da música e na influência do rock.

Obrigatório!



sexta-feira, 16 de julho de 2010

Fiona Apple





Em tempos de Amy Winehouse e Lady Gaga, é sempre bom lembrar de cantoras que usam seu dom vocal, apenas, para alcançar seu público.


São muitas, mesmo fora dos holofotes, mas hoje falaremos de uma, Fiona Apple.


Nascida no ano de 1977, essa americana alcançou o sucesso com o lançamento do Álbum “Tidal” de 1996. Quase autobiográfico, o disco relata experiências fortes para uma garota de até então dezenove anos. Estupro, anorexia, desilusões amorosas, tudo isso embalado por um piano constante e uma banda afinada no melhor das tendências, influenciada diretamente pelo Jazz e Blues.


Dona de uma voz poderosa, forte, Fiona cativa pela beleza exuberante e também pela sua performance, quase estática.


A artista ainda tem mais dois álbuns de estúdio, “When The Pawn...” de 1999 e “Extraordinary Machines” de 2005. Ambos bem mais experimentais do que o primeiro.


Cantora de primeira, músicas de qualidade. O que mais é preciso num dia frio e chuvoso como esse? O complemento fica a cargo de vocês... a dica foi dada.


http://www.fiona-apple.com/


http://pt.wikipedia.org/wiki/Fiona_Apple


http://search.4shared.com/q/AigDAw/1/fiona+apple

Fiona ao vivo no Letterman em 2005



Fiona ao vivo com Elvis Costello em 2007

quinta-feira, 15 de julho de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

Rush no Brasil - Preço dos ingressos

Salgados como sempre (de 160 a 500 reais), os ingressos começam a ser vendidos dia 21 de Julho. Para clientes Credicard, Citybank e Diners a venda começa dia 14.

Mais informações, clique aqui

Dia Internacional do Rock



Sou meio avesso a datas.

Por isso, não me empolgo quando dizem que hoje é o dia internacional do rock.

OK. Precisamos de uma data para comemorar, mas acredito que cada um tem sua data rock n’roll bem determinada na sua mente.

Eu, por exemplo, tenho várias.

Quando ouvi  “Nevermind” do Nirvana pela primeira vez, ou quando descobri a coleção de discos do meu tio, ou quando meu pai me deu o meu primeiro 3 em 1 e eu fiz questão de tocar um disco horrível dos Stones, “Dirt Work”.

Não acredito que dia 13 de Julho, dia da realização do festival “Live Aid” organizado por Bob Geldof em 1985 seja a data mais representativa para comemorarmos o nosso tão amado rock n’roll.

Talvez se colocassem a primeira gravação de Bill Haley ou de Elvis Presley, algo de valor mais histórico, eu amoleceria.

Todavia a data está aí e ela bem ou mal, dedica um dia para que os holofotes se voltem para aquele que já foi maldito e hoje é um titio, o ROCK N’ROLL

sábado, 10 de julho de 2010

Muse


Quem ouve primeiro disco do Muse, “Showbiz” de 1999 e confunde a banda com o Radiohead não deve tomar bronca pelo erro. A banda de Tom Yorke tem muita influência sobre o trio liderado pelo carismático e virtuose da guitarra Matthew Bellany.

Demorou um pouco para que esse power trio encontra-se o seu próprio caminho, mas hoje podemos claramente discernir o som da banda, uma salada sonora que mistura o pop, o clássico, o heavy, o psicodélico.

As letras sobre vida extraterrestre, ficção científica e afins logo chamou a atenção de milhões de fãs que viram no Muse uma forma de expressar musicalmente o que sentiam.

O grande pulo do gato da banda foi com o lançamento de “Black Hole and Revelations”, disco de 2006 que contém a faixa “Supermassive Black Hole”, que está na trilha sonora do filme Crepúsculo e catapultou a banda para o sucesso fora da Inglaterra (leia-se EUA). Além desse single ainda desse disco podemos destacar “Knights Of Cydonia” faixa presente no jogo “Guitar Hero 2” e a bela “Invincible”.

Muse é uma banda com um guitarrista virtuose, que soube encaixar seu som dentro de uma salada de influências e explorar o pop sem largar mão da qualidade sonora.

Ouça!





quinta-feira, 8 de julho de 2010

Rush no Brasil em 2010 CONFIRMADO!

Vamos direto ao assunto.

Rush no Brasil!!!!!!!!

08 de Outubro em São Paulo (estádio do Morumbi)

10 de Outubro no Rio de Janeiro (Praça da Apoteose)

Veja direto na fonte

http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/confirmado-rush-fara-dois-shows-no-brasil-em-outubro/

http://www.rush.com/v4.html

E para quem não se lembra da última passagem da banda por terras tupiniquins....

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Goste de música, não apenas de rock

Credito o meu amor ao rock n’ roll as influências que tive na infância. Pai, tios, primos, amigos. Todos eles grandes admiradores de Hendrix, Stones, Beatles e afins.

Fui crescendo e adquirindo uma personalidade própria, descobrindo as minhas próprias bandas, fazendo amigos sem a necessidade de intermediários. E como todo garoto que está se auto descobrindo, ficando arrogante.

Para mim o rock era tudo, não tinha mais nada na minha alça de mira, nem samba, nem jazz, nem blues. Nem sertanejo, nem RAP, nem eletrônica. O que me seduzia era o rock, e quanto mais pesado melhor.

Hoje, mais velho e escaldado vejo que essa foi a pior fase musical da minha vida (da pré até quase o final da adolescência).

O rock continua sendo a minha referência, a minha paixão. Adoro ouvir um riff daqueles poderosos, um solo animal. Me arrepia a espinha e me deixa mais alucinado do que qualquer droga.

Mas percebo o quanto esse meu preconceito com outros estilos minaram a minha percepção musical. Sim, porque o rock nasceu do blues, que é irmão do jazz, que influenciou a bossa nova, que é parente do samba, que tem na sua levada os sons africanos. Africanos esse que embalados pelas suas alegrias e tristezas criaram o blues e o jazz, que são a semente do rock que ouvimos hoje. De Beatles a Metallica.

Aprendi que posso amar o metal da mesma forma que posso amar Baden Powel e a sua bossa instrumental. Que posso amar os Stones e o eletrônico dos Chemical Brothers. Que posso sacudir o esqueleto ao som do Iron mas também posso sacudir com Michael Jackson.

Os instrumentos são os mesmos, as notas idem.

Mastodon


O metal é o gênero mais crucificado do rock n’ roll por manter-se fiel as suas origens, ter uma gama de fãs incondicionais e muitas vezes bitolados aos seus ídolos.

Por isso sempre é uma grata surpresa ouvir bandas que subvertem esse esquema e, sem deixar de prestar reverência ao estilo, põe uma pitada de novidade no som.

O Mastodon é uma dessas novas bandas que vem sacudindo a poeira da mesmice e levando aos seus já adoradores fãs uma mistura inusitada de trash, stoner, hardcore e psicodélico. Sim, dentro das músicas, com passagens complexas, letras idem, é possível verificar nuances claras de todos esses estilos e ainda uma levada jazz. Com interlúdios instrumentais de cair o queixo, o Mastodon prova que o Metal é coisa de gente grande e crescida.

A banda já tem 7 discos na bagagem e atualmente está em turnê pelos States.

Mais?

Nos links abaixo





Os caras em ação no Letterman